Não é um esforço, é uma permissão. É como se, de repente, todos os nós que travam os passos se desfizessem sozinhos. A vida, que tantas vezes parece um bloco pesado de pedra, revela-se breve, quase etérea. E nesse devaneio, você percebe que não precisa de pressa, nem de força bruta.
O caminho exato não é aquele traçado no mapa com linhas rígidas, mas sim o que se desenha com delicadeza. É a certeza mansa de que, no final das contas, o que realmente sustenta os dias é o afeto. Só o afeto, entregue de forma mansa, suave, sem amarras.
Você se vê flutuando sobre as preocupações, respirando um ar que não pesa nos pulmões. É um estado de espírito onde o "viver" se torna um verbo leve, um deslizar contínuo, onde cada momento é apenas uma nota suave em um silêncio acolhedor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário